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15 de agosto de 2007

Trote

Eu estava cá, pensando com meus botões, uma maneira inteligente de amar alguém de forma madura e sem dramas desnecessários. E como já era de se esperar, não cheguei a lugar algum.
Acredito que deva ser pela santa ignorância que em assola, pela total inexperiência. Carência, medo do desconhecido... Teorias é o que não faltam.

Só constatei o óbvio:
- Só se pode estar longe de alguém, com a intenção de provocar saudades saudáveis, por tempo suficiente pra que se dêem os fatos, mas não mais que isso, porque as pessoas têm o péssimo hábito de se acomodarem com tal ausência.
- Nem sempre adianta escolher quem é a bola da vez. Quanto mais se quer, menos se tem, e isso não implica em erro, quando se está disposto a enfrentar impulsividades.
- Pensar e pensar e pensar sobre tudo e todos, de forma conjunta, em 5 minutos, provoca black-out no cérebro.
- Querer o impossível é assinar o atestado de fracasso, sem culpas ou custas de cartório.
- Prestar-se a filosofias de banheiro de colégio, como estou fazendo agora, é ridículo, mas ajuda um bocado.

Nunca pensei que o Trote da Faculdade pudesse ser tão esclarecedor para uma semi-veterana, dar-se como funciona a tradição: exploram-se os calouros, embebedam os mais saidinhos, passam então para a fase da pegação geral com a meninada atiradinha, e no outro dia, no campus, utiliza-se a política ”ninguém sabe, ninguém viu”.

Entrei na brincadeira de perturbar os meninos, acabei sendo perturbada pelos meus devaneios habituais.



Sorte de hoje do Orkut:
Palavras categóricas e ásperas são sinal de uma causa infundada.
Ou não. (grifo nosso.)

2 comentários:

Fê Savino disse...

Eeeee... semi-veterana... e mais um semestre se inicia e cá estamos nós...
Filosofias de banheiro é o que mais tem por aí... e, mesmo apesar de tudo, são as mais consultadas... haha
Bjoooo

Edson Marques disse...

Lívia,

Uma bela forma de encarar a vida e suas peculiaridades!

Teu texto é gostoso de ser lido: flui.

abraços, flores, estrelas..



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