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14 de novembro de 2007

Relações Relativas

De feitiços e verdades, músicas e mentiras, sonhos e relíquias letais.

Pensei em jogar os búzios, taromancia, ir visitar a cartomante...
Mas dizem que tudo só faz mais sentido quando a gente acredita, e a minha primeira tentativa foi absolutamente frustrada há alguns meses atrás.

Banho de sal grosso, talvez resolva. Sal sempre teve conotação de proteção em alguns ritos mágicos... Relaxa, revigora. Mas não sei, nunca tentei, não sei se um banho por imersão seria suficiente; a urucubaca é das pesadas!

Orar. Manter uma relação mais estreita com alguém que me acompanhe o tempo todo é por hora, a única coisa que eu sei que funciona, embora minhas últimas tentativas de conversa, tenham terminado em respostas inaudíveis e eu continue a me sentir só, em certas partes do caminho.

Estou perdida. Sem rumo. Apelando para conselhos aleatórios, por muletas de papel, e querendo proteger meu rosto só com filtro solar.

Essa foi a semana nos bichinhos: segunda, fui perseguida por uma mariposa pequenininha, enquanto tinha uma aula absolutamente ...interessante(?!) na faculdade; ontem, uma joaninha, que não vermelha mas tinha um tom próximo ao amendoado, passeou no meu cabelo; hoje, fui atropelada por esses insetos voadores que são típicos no verão: um enorme desses ...zangões, acredito.

Estou com saudade de acreditar em magia, de olhar no espelho e perceber meus olhos brilharem como sempre brilharam, quase como antes de escorrer a primeira lágrima de choro; depois que elas escorrem, o olhar tem mais brilho, os olhos ficam mais bonitos e expressivos.

Queria a expressividade de volta, e uma lista de compras interminável:
2 Vomitílhas,
1 Capa da Invisibilidade,
2 pares de Orelhas-extensíveis,
1 Bolsinha de briba...


Nova Iorque, terapia, cerveja, Veneza, livros escritos em fonte Garamond, tamanho 12, de que eu tanto senti falta....

Os olhares, aquele beijo descrito, a vontade de acreditar que ainda não fiz 11 anos, mas que assim que fizer, terei uma coruja batendo a porta, com um convite inevitável e prazerosamente aceitável, para um mundo novo, alí, da porta pra fora.

Um comentário:

Fê Savino disse...

Mrs. Potter... hehe
As vezes andamos extremamente desacreditadas, não é mesmo? Não ando desacreditada com as mágicas, mas sim, com as pessoas... isso é ainda pior, acredite em mim!!!
bjocas e bom feriado!