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8 de outubro de 2007

Rainha de Espadas.

Sentada à esquerda do Rei, com a coroa menor e mais trabalhada em essência.
Manto sagrado de forração púrpura, para denunciar a nobreza de espírito.
Rosto sem maquilagem, mostrando transparência de ideais.
Na mão direita, uma rosa; na esquerda, a espada.

Feminina e delicada. Forte e de fibra.
De meninices e responsabilidades, com os papéis, com as crianças.
De beleza incondicional, mas plenamente desprezível: a euforia toma conta, e então a leveza do suntuoso, vira usualidade.
De raciocínio lento e minucioso.
Tem voz aveludada e estridente, vocação para magia, gosto pelo lado de lá.
Comedida no todo, perspicaz nos detalhes.
Dada impulsividade, realeza, musicalidade.

Tem súditos voluntários. Respeito, integridade e lealdade para conquistar aos demais.
É soberana em seu castelo, e só mais uma na multidão.
Cientificista, pintora, lirista, poetisa, adoradora.

A Rainha é ambidestra, é maiúscula.
De sentidos, cores e frutos.
Mundos e desumanidades.

Crê no inacreditável, confia quando não há fé.
Observa o impossível, e fundamenta ideais da constante negativa.
É serva do rei. É soberana, é conselheira, é governante.
É o lado esquerdo: o caminho, a escolha, a crença, a dor. A honra.

Transparência, sensibilidade.
Cúmplice do crime. Armadora do Golpe de Estado.
Monarca parlamentar. Pacifista dada às polêmicas.

Louca e sóbria.
Soberba e precisa.
Faceta e ríspida.

Mas é Rainha. E majestosa, rainha.
E exige respeito tridimensional e completo.
E exige destreza, racionalização prática, perfeição.
E balança o berço, e rege os mundos...


[Post it: "Peter Pan teve incontáveis alegrias que outras crianças jamais terão, mas ele observava a única alegria da qual fora para sempre excluído... Viver seria uma incrível aventura!" ]
- O próximo post é só dele e da minha paixão!

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